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Sinais do Futuro #7 – DaAnsiedade Digital às NovasDisputas Geopolíticas

Sinais do Futuro #7 – DaAnsiedade Digital às NovasDisputas Geopolíticas

Pistas, incertezas, possibilidades. Um olhar curioso para o que pode (ou não) acontecer. Sinais do Futuro traz indícios de possíveis mudanças que podem gerar múltiplos cenários futuros que impactarão nossas vidas.

1. Retração digital?

O mundo tem mais de 5 bilhões de usuários nas redes sociais. No Brasil, são mais de 130 milhões de pessoas. Apesar disso, começa a haver a sensação de que o número de postagens feitas por pessoas que buscam de fato socializar já está caindo, já havendo pesquisas sugerindo que passamos do pico de postagens.

As pessoas têm percebido os efeitos nocivos do celular e das redes, mas se sentem numa espécie de prisão. Nesse sentido, começam a surgir pesquisas que indicam que boa parte disso se dá pelo “Medo de estar de fora” (Fear of Missing Out – FOMO).

O que pode acontecer:

  • Se o uso é movido por cada vez mais por ansiedade (FOMO) e não por interesse, a interação orgânica de curtidas e comentários pode despencar.
  • Explosão do phone-free premium: eventos, restaurantes e experiências que como diferencial de valor proíbem o uso do celular.
  • Saída em massa das timelines públicas para ambientes privados e de nicho (grupos de WhatsApp, Discord, comunidades fechadas) em busca de maior conexão.

Questões críticas:

  • Como sua marca pode ser um ponto de alívio e valor, em vez de ser apenas mais um gerador de ansiedade no celular?
  • É possível criar experiências presenciais ou sem o uso de celulares que reforcem vínculo e gerem conteúdo orgânico posteriormente?
  • E se a presença e atenção das pessoas em redes sociais cair fortemente em alguns anos? Como se preparar comercial e estrategicamente?

2. Novas trilhas de formação profissional?

Não são apenas os mais jovens que estão valorizando menos o diploma universitário. Em 2010, 75% dos americanos consideravam a Universidade muito importante, hoje esse número está em 35%, com índice praticamente igual entre as diferentes faixas etárias.

Parte disso pode se dar por conta das mudanças muito rápidas que estão acontecendo no mercado de trabalho. No mercado de propaganda, por exemplo, busca-se um perfil com novos conjuntos de habilidades, que entenda também de dados e do uso de IA.

O que pode acontecer:

  • Sem o diploma (mesmo em universidades prestigiadas) como “passaporte”, cresce a incerteza sobre como gerar mobilidade social.
  • Empresas podem passar a definir vagas com formação desejável, não obrigatória, priorizando provas práticas e desafios ao vivo.
  • A desvalorização da universidade pode gerar lacunas de escrita, lógica, método, análise crítica e até ética se o foco for só em ferramentas.

Questões críticas:

  • Como sua empresa está lidando com a necessidade de requalificar profissionais sêniores e líderes que possuem baixo letramento em IA e dados?
  • Qual é a sua trilha de formação contínua para lidar com a obsolescência acelerada de ferramentas e conhecimentos práticos?
  • Como lidar com as lacunas de formação crítica e generalista em caso de decadência das universidades?

3. O que acontece se a IA ficar “humana demais”?

A frase “Isso é muito Black Mirror”, em referência à série distópica da Netflix, ficou cada vez mais comum nos últimos anos, principalmente com o avanço da IA. Esse avanço está inclusive levando à “Psicose de IA”, que é o medo de que ferramentas de IA já tenham criado consciência.

Apesar de não haver nenhuma evidência nesse sentido, a lembrança da série também tem lastro na realidade: chatbots sensuais são vistos por Elon Musk como forma de avanço na corrida da IA e o ChatGPT em breve deve liberar conteúdos adultos. Ao mesmo tempo, modelos criadas por IA estão estampando páginas das maiores revistas de moda do mundo, levando padrões de beleza a outros patamares.

O que pode acontecer:

  • A disponibilidade de IAs projetadas para intimidade pode criar dependência emocional e atrofiar a habilidade social de lidar com a complexidade e a imperfeição das relações humanas reais.
  • Em um mundo saturado de conteúdo sintético, a autenticidade humana pode ser tornar um diferencial.
  • Boom de fraudes e extorsão com deepfakes e ameaças de vazamentos.

Questões críticas:

  • Quando o padrão de excelência é definido por IA, como gerar diferenciação através do humano e imperfeito?
  • Em que momento a busca por companhia virtual deixa de ser entretenimento e se torna um risco para a saúde mental?
  • Quem define o limite entre fantasia aceitável e exploração de vulnerabilidades emocionais considerando que chatbot e robôs podem ser projetados para manter o cliente ativo e fidelizado?
  • Considerando que os chatbots ou terapeutas de IA coletam segredos íntimos dos usuários, qual o risco de vazamento desses dados?
  • Se as IAs estão se tornando especialistas até em simular empatia, qual é a habilidade estritamente humana mais importante em seu setor?

4. Nova Guerra Fria?

Vivendo o que muitos chamam de “Nova Guerra Fria”, disputas entre China e EUA se acirram cada vez mais, inclusive levando a Holanda a tomar o controle de uma empresa chinesa. Um novo fator que esquenta esse embate é o aumento de importância das terras raras, das quais o Brasil dispõe de grandes reservas, e portanto é ator relevante neste contexto.

Tendo mais de 90% das reservas de terras raras, que são importantíssimas para equipamentos militares e baterias de alto rendimento, a China começa a usar essa vantagem para atrapalhar o fornecimento de materiais críticos para as defesas de países ocidentais. Ao mesmo tempo, investe em seus próprios equipamentos militares, tendo até desenvolvido impressionantes lobos-robôs.

O que pode acontecer:

  • O status do Brasil como reserva estratégica pode atrair investimentos massivos. Isso pode criar um boom, mas também gerar tensões socioambientais e pressão para escolher um lado entre China e EUA.
  • Se a disputa entre EUA e China se agravar, empresas de tecnologia, defesa e energia verde que dependem vitalmente de terras raras podem enfrentar uma crise de produção.
  • Padrões de tecnologia (como 6G, IA e plataformas de dados) podem se dividir em ecossistemas incompatíveis (EUA vs. China), fragmentando o mercado global.

Questões críticas:

  • Como a manutenção ou até a escalada das tensões entre EUA e China pode impactar seu negócio?
  • De que forma sua cadeia de fornecedores, clientes ou tecnologia depende das relações entre EUA e China?
  • O Brasil emergir como importante ator geopolítico e ser obrigado a se posicionar num eventual conflito EUA x China pode influenciar seu negócio?