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Sinais do Futuro #4 – Choques Geracionais e Confiança em Xeque (Parte – 3)

Sinais do Futuro #4 – Choques Geracionais e Confiança em Xeque (Parte – 3)

4. Da influência à desconfiança: o ponto de ruptura dos criadores?

71% dos consumidores já se sentem saturados de publicidade feita por creators. Ainda assim, 80% compraram algo indicado por eles. A aparente contradição é explicada pelo vínculo de identificação: mesmo saturado, quem confia em um criador pode seguir sua recomendação.

Mas esse equilíbrio é frágil. O excesso de parcerias pode gerar o fenômeno da des-influência. Na América Latina, 77% dizem confiar mais em avaliações de consumidores comuns do que em influenciadores. Nos EUA, 69% dos usuários de redes sociais afirmam ter desistido de comprar algo após ver promoções excessivas. A razão mais citada: falta de confiança (32%).

Essa tendência extrapola o consumo. No aplicativo Tea Dating, por exemplo, mulheres avaliam os encontros que tiveram, confiando mais em relatos entre usuárias do que nos próprios algoritmos de aplicativos de paquera.

O que pode acontecer:

  • O excesso de publicidade gera ceticismo, reduzindo o efeito de futuras recomendações de influencers.
  • O ROI em campanhas com criadores saturados tende a cair, exigindo mais investimento por conversão.
  • Criadores com excesso de publis perdem autenticidade e se desconectam da comunidade.
  • Setores sensíveis (como finanças ou saúde) podem gerar responsabilizações civis quando promovidos sem critério.

Questões críticas:

  • Sua marca avalia o nível de saturação publicitária antes de firmar parcerias?
  • Quais métricas de engajamento são monitoradas para medir influência real, e não apenas alcance?
  • Os creators escolhidos mantém autenticidade e estão alinhados com os valores da sua empresa?
  • Há limites de frequência ou formato para evitar o desgaste da audiência?
  • Você coleta feedback sobre a experiência de compra via influenciadores e ajusta suas campanhas com base nisso?